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Termômetro Olímpico – 12/08

Veja quem brilhou e quem foi mal na despedida dos Jogos Olímpicos

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Termômetro olímpico
Federer O técnico da seleção russa masculina de vôlei Vladimir Alekno foi o grande responsável pela impressionante virada da equipe sobre o Brasil na final olímpica. Perdendo o jogo por 2 sets a 0, ele fez uma aposta ousada ao tirar o gigante Muserskiy, de 2,18 m, da posição de central para colocá-lo como oposto. Deu certo: o jogador começou a virar todas as bolas, os europeus salvaram dois match points e conseguiram a virada. Foi o primeiro ouro olímpico do país no vôlei desde a dissolução da União Soviética, em 1991.
Yohan Blake Falava-se muito em quenianos e etíopes, mas o ouro na maratona masculina ficou com outro país africano: Uganda. Dono de resultados que pouco chamaram a atenção durante o ciclo olímpico, Stephen Kiprotich surpreendeu ao vencer uma das provas mais nobres das Olimpíadas. Foi o primeiro pódio de sua nação na história das Olimpíadas. Destaque ainda para a boa apresentação dos brasileiros: Marilson Gomes dos Santos terminou em 5º, Paulo Almeida em 8º e Franck Caldeira em 13º.
Kobe Bryant Muita gente no Brasil nem sabe o que é pentatlo moderno, mas foi daí que surgiu a última medalha brasileira nos Jogos Olímpicos. Méritos para a pernambucana Yane Marques, dona de um histórico bronze na disputa, que envolve esgrima, natação, hipismo, tiro e corrida. Agora, ela sonha em melhorar seu ritmo no atletismo para quem sabe assim brilhar ainda mais no Rio 2016.
Neymar Em Londres 2012, os Estados Unidos provaram mais uma vez que, se jogarem com força máxima e seriedade, não tem pra ninguém no basquete masculino. Neste domingo (12), a Espanha fez uma belíssima partida na final olímpica e até conseguiu equilibrar as ações, mas não houve jeito: por 107 a 100, os americanos provaram quem são os melhores do mundo.
Juliana e Larissa A falta de um representante no pódio da maratona sacramentou uma das piores campanhas do atletismo brasileiro na história dos Jogos. Desde Barcelona 1992, o país não terminava uma edição da competição sem uma medalha sequer. Cotadas, Fabiana Murer, Maurren Maggi e o revezamento 4 x 100 m feminino não chegaram nem perto de uma conquista. Trata-se de algo preocupante para quem tem uma Olimpíada em casa daqui a quatro anos.
Bernardinho Giba é um dos principais jogadores da história do vôlei e isso precisa ser respeitado. Porém, neste domingo (12) o atleta encerrou o seu ciclo na seleção brasileira com uma atuação ruim diante da Rússia na final olímpica. Depois de passar a competição inteira no banco, o ponteiro foi chamado por Bernardinho quando a partida começava a se complicar, no fim do terceiro set. Errando muito, ele não demorou a ser substituído, primeiro por Thiago Alves e depois por Dante. Nenhum deles foi capaz de frear os rivais, que conquistaram o ouro ao vencer por 3 sets a 2.
Ginástica feminina do Brasil O jogador da seleção sul-coreana de futebol corre o risco de perder a medalha de bronze conquistada por ter feito uma manifestação política após a vitória sobre o Japão, na última sexta (10). Ao fim da partida, ele mostrou uma faixa atirada ao gramado com a inscrição "Dokdo é nosso território", em referência à visita que o presidente de seu país, Lee Myung-Bak, fez às ilhas que são alvo de disputa territorial entre Coreia do Sul e Japão desde os anos 50. Desde o início dos Jogos, o COI já havia avisado: este tipo de atitude era expressamente proibido.