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Pendurado, Mano aposta em Neymar e jogo bonito para não ver cargo ameaçado

Treinador não ficou impressionado com vitória sobre a Dinamarca

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Cosme Rímoli, enviado especial a Washington

O técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, sabe que continua pressionado. Mesmo depois da ótima vitória diante da Dinamarca, por 3 a 1, em Hamburgo, no sábado, o treinador sabe que precisa de resultados expressivos. E nesta quarta-feira (30), às 21h07 (de Brasília), ele terá pela frente os Estados Unidos, que estão surpreendendo a todos. Comandado pelo alemão Jürgen Klinsmann, o time se tornou mais ofensivo. Vem de uma sequência de cinco vitorias. Ganhou da Itália em Genoa. No sábado (26), goleou a Escócia por 5 a 1. O reforço brasileiro será Neymar. Entrará no lugar de Lucas.

Por estar pressionado, Mano está com um discurso cauteloso:

- Os Estados Unidos serão um adversário muito preparado. O time melhorou com Klinsmann. Continua marcando forte, sendo muito organizado taticamente, como sempre foi. Só que ganhou mais força ofensiva. Será uma partida que o Brasil terá de lutar para se impor. Não será nada fácil.

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Mano percebe bem a realidade que o cerca. Ele saiu do Brasil criticado pelo instável futebol da seleção. Com a queda de Ricardo Teixeira, perdeu quem o sustentava. E ouviu claramente do novo presidente, José Maria Marin, que iria depender dos resultados para seguir trabalhando até a Copa. A Olimpíada seria um parâmetro, mas antes dela havia essa série de amistosos programados há mais de seis meses.

- O previsto era estarmos aqui com a seleção principal, como estão os nossos adversários. E não com a Olímpica, como estamos. Mas estamos mostrando que estamos preparados.

Sem saída, ele montou uma equipe competitiva que aproveita a forca física e a vitalidade da juventude. Contra a Dinamarca, o time marcou a saída de bola como se tivesse pela frente um fácil rival. E fez talvez o melhor primeiro tempo desde que Mano assumiu, há um ano e dez meses. Tanto que foi para o vestiário vencendo por 3 a 0. Klinsmann também elogiou Mano.

- Percebi que com Mano Menezes este novo Brasil melhorou. Está mais intenso, marcando com muito mais força, pressionando o adversário no seu campo. Não fica mais esperando no seu campo a outra equipe atacar. É uma maneira mais moderna de jogar. Fiquei muito impressionado com o que vi contra a Dinamarca. Mas estaremos preparados para o bom Brasil de Mano.

Será uma partida completamente diferente da que aconteceu em agosto de 2010. Os Estados Unidos serão o primeiro rival que Mano Menezes reencontrará. Para tentar outra vitória (naquela partida, o Brasil venceu por 2 a 0), o plano será simples: neutralizar os americanos no seu campo, tentar não passar sustos. Ainda mais que contará com um ataque que promete ser arrasador: Hulk, Leandro Damião e Neymar. Sem Ganso, contundido, o time dependerá demais de Oscar. Ele foi o cérebro, o articulador da expressiva vitória de sábado. Mostrou que esta no caminho para brigar pela fundamental vaga de meia do time brasileiro.

A seleção não deverá mudar a sua maneira de atuar. Pelo menos é essa a promessa do técnico: o time buscando os gols que podem trazer a tranquilidade de volta ao seu trabalho. E fazer com que Marin confie um pouco mais no treinador. Vivido, o técnico sabe que, em caso de uma derrota, a pressão pode voltar para que deixe o comando do Brasil.

- Nós vamos atacar, porque essa é a característica dos nossos jogadores. Fomos muito bem atuando contra os dinamarqueses. Por isso procurei manter o time, a estrutura tática. Coloquei apenas Neymar no lugar de Lucas, já que o Neymar está em melhor estagio do que ele. E será com essa força ofensiva que acredito que poderemos conseguir o resultado que nos interessa: a vitória.

Neymar está muito feliz com o atual estágio da seleção:

- O clima na seleção é ótimo. O time está buscando o ataque a toda hora, joga para a frente. Quero ajudar como puder.

Embora todos falem muito de atacar, Mano treinou sua defesa, principalmente nas jogadas de bola parada. Com a estreia do goleiro Rafael, o posicionamento da defesa teve de ser aprimorado. Thiago Silva, Juan, Sandro, Rômulo e Leandro Damião devem dominar a área pelo alto nos escanteios e faltas laterais. Danilo estará proibido de descer ao ataque. Em compensação, Marcelo está liberado para jogar como no Real Madrid, apoiando a vontade.

- Este é o típico jogo em que teremos de nos impor. Não importa se os Estados Unidos atuam em casa, apoiado pela torcida e querem nova vitória. Nós também queremos e precisamos vencer. E com esse espirito ofensivo que entraremos em campo. Este é o futebol brasileiro.

Até porque Mano Menezes tem a certeza de que, se seu time perder, recomeçará a pressão por sua saída.

- Não me empolguei com os elogios até de certa forma exagerados na vitória contra a Dinamarca. Eu estava sendo criticado de forma também exagerada. O que eu gostaria que acontecesse seria o equilíbrio. Estamos nos preparando para a Olimpíada. As pessoas precisam entender o que esta acontecendo como um todo. Mas não há problema se não entendem. O que temos de fazer é continuar trabalhando duro. E teremos um adversário duro, com um grande treinador, jogando em casa. Mas vamos mostrar que estamos no caminho certo para a nossa meta, que são os Jogos Olímpicos. E jogando como Brasil, fiel às suas tradições ofensivas.

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