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Brasil se mantém como figurante na história do tênis nas Olimpíadas

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Marcelo Melo e Bruno Soares fizeram uma das partidas mais longas contra a dupla Berdych e Stepaneck nos Jogos de Londres (Foto: GettyImages)

Do R7

Com quatro de seus melhores tenistas nos Jogos de Londres, o Brasil foi ‘prejudicado’ pela sorte, que colocou adversários complicados logo nas primeiras rodadas do torneio em Wimbledon e dificultou o avanço dos brasileiros, mantendo a 'sina' de figurante do tênis do País em Olimpíadas.

Apesar de darem sinais de superação, André Sá, Bruno Soares, Marcelo Melo e Thomaz Bellucci foram derrotados por outros tenistas de alto nível e voltaram para casa mais cedo. Mas deixaram uma boa impressão para a torcida.

A trajetória do Brasil em Wimbledon começou com o Thomaz Bellucci, número 39 no ranking da ATP (associação dos tenistas profissionais). Ele enfrentou o sexto melhor do mundo, o francês Jo-Wilfried Tsonga. A previsão de vitória do atleta da França se confirmou, mas o brasileiro teve tempo de deixar sua marca, triunfando no primeiro set.

Contrariando as apostas de favoritismo absoluto de Tsonga, Bellucci venceu o primeiro set por 7-6 (7-5), dando esperança à torcida brasileira. No segundo, no entanto, não conseguiu segurar o bom jogo do gigante francês, que fez 6-4, levando a partida para o tie-break, o qual venceu pelo mesmo placar, eliminando o brasileiro do torneio no consagrado palco de Wimbledon.

A Bellucci restou depositar sua esperança no torneio de duplas, que disputou ao lado de André Sá. Novamente, a sorte não contribuiu com os brasileiros, que pegaram a forte dupla norte-americana, formada pelos irmãos Bob e Mike Bryan.

Outra vez, Bellucci aprontou e surpreendeu. Ao lado de Sá, venceu o segundo set e levou a partida para o tie-break, mas perdeu por 2 a 1 para os irmãos Bryan, acabando com o sonho de conquistar uma medalha olímpica.

Com Bellucci e Sá eliminados, restou a Marcelo Melo e Bruno Soares representarem o Brasil na outra chave das duplas em Wimbledon. Eles toparam com os também norte-americanos John Isner (11º do ranking da ATP) e Andy Roddick (20º) e surpreenderam.

Em dois sets, Melo e Soares passaram com certa facilidade pela favorita dupla americana, vencendo por 2 a 0 (6-2 e 6-4). A zebra brasileira, no entanto, empacou na segunda rodada, quando teve a frente Berdych (7º melhor do mundo) e Stepaneck, da República Tcheca.

A dupla brasileira foi derrotada por 2 a 1, mas não sem antes protagonizar uma das mais longas partidas da história das Olimpíadas e de Wimbledon. Após perder o primeiro set por 6-1, Melo e Soares reagiram e fizeram 6-4 no segundo, levando o jogo para o tie-break.

O último set, aquele que teoricamente seria o mais curto, foi um dos mais longos da história. Em 191 minutos de tie-break duríssimos, os tchecos derrotaram os brasileiros por 24-22, pondo fim a trajetória do tênis do Brasil em Londres.

O desempenho, ruim, diga-se, fica longe do ‘admirável’ melhor feito de um brasileiro na história do tênis em Jogos Olímpicos, que foi uma vaga na semifinal, com Fernando Meligeni, em Atlanta 1996. O fininho não conseguiu avançar para a decisão e perdeu a disputa pelo bronze. Contudo, é cabível acrescentar que nem Gustavo Kuerten, Flavio Saretta ou Jaime Oncins fizeram melhor que Meligeni, tampouco diferente dos atuais tenistas do Brasil em Olimpíadas.

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